06 de marzo de 2012, 17:27Brasília, 6 mar (Prensa Latina) O ministro de Fazenda do Brasil, Guido Mantega, disse hoje que o deterioro da economia mundial resultou fundamental para a desaceleração da economia brasileira em 2011, que teve um crescimento de 2,7 por cento.
O que nos levou a esse resultado foi um ajuste realizado principalmente no primeiro semestre de redução do ritmo de crescimento, que vinha muito forte de 2010, explicou Mantega em conferência de imprensa, ao comentar a discreta expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país no ano passado.
Precisou que o Brasil diminuiu o ritmo de crescimento porque tinha uma inflação mundial que podia contaminar ao país, mas não contávamos com o agravamento da crise financeira internacional, desatado em meados de 2011.
De não ser por isso, o PIB brasileiro teria crescido cerca de um quatro por cento, afirmou.
Em frente à política de desaceleração promovida no ano passado, Mantenha adiantou que no 2012 o governo fará todo o contrário, pois terá um incremento dos recursos em investimentos.
"Não podemos antecipar as medidas que estamos estudando, mas as vamos adotar para favorecer principalmente ao setor industrial, que sofreu um pouco e acabou não dando uma contribuição maior para o PIB, salientou.
Assinalou que sempre há espaço para estimular a economia e referiu que os incentivos podem ser fiscais e monetários. Temos melhores condições de fazer isso neste ano que em 2011, quando o palco era inflacionista.
Mantega reiterou que o governo evitará o excesso de liquidez e assegurou possuir um arsenal infinito para o conseguir. Com isso, ressaltou, vamos impedir que a indústria seja novamente prejudicada e vamos manter menos avaliado o real.
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