14 março, 2012

Crise: Monti diz que Itália ainda não superou situação de emergência

O premier italiano, Mario Monti, declarou nesta terça-feira após o encontro em Roma com a chanceler alemã, Angela Merkel, que a Itália ainda "não superou" a situação de emergência, e que é preciso, a partir de agora, trabalhar para estimular o crescimento. As informações são da agência Ansa.
"O desafio continua. A Itália não superou a emergência, estamos ainda compromissados" em tirar o país da crise, atestou o primeiro-ministro da Itália. Segundo ele, a crise estava "levando a Itália à península helênica, e isso superamos, mas a tarefa não foi completada".
Em coletiva de imprensa após o encontro, o plano de austeridade adotado pelo governo Monti foi elogiado pela chefe do Governo alemão, que chamou as reformas adotadas, que incluíram cortes de gastos sociais, de "corajosas".
"Acompanhamos com atenção estas reformas corajosas que a Itália adotou com o governo Monti" e mantemos a atenção sobre "as discussões que ainda há sobre mais reformas", assinalou.
A líder alemã ainda disse também que "até o fim de março haverá uma tomada de posição" sobre uma eventual adoção da taxa Tobin, sobre transações financeiras internacionais.
"Todas as possibilidades serão exploradas. Devemos olhar para os efeitos para a competitividade e, até o fim de março, poderemos ver a posição da Itália e Alemanha. Procuraremos uma posição comum com a qual estamos trabalhando", indicou.
Merkel ainda observou que a crise do euro evidenciou os pontos fracos da Europa e manifestou que cada Estado do continente "deve fazer sua própria tarefa" e "reforçar o mercado interno", além de agir em suas próprias nações, como na adoção do pacto fiscal e incentivando a inovação.

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