Por Jeff Mason
WASHINGTON, 13 Mar (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu na terça-feira que a chacina cometida por um sargento norte-americano no Afeganistão será investigada como se os mortos fossem "nossos próprios cidadãos e nossas próprias crianças", e prometeu um fim responsável para a guerra no país.
A Casa Branca disse que não cogita acelerar a retirada das tropas do Afeganistão por causa do incidente que resultou em 16 mortes, e que decisões sobre o contingente estrangeiro no país não serão discutidas antes da cúpula da Otan nos dias 20 e 21 de maio em Chicago.
O massacre ocorrido no domingo em aldeias do sul do Afeganistão vitimou principalmente mulheres e crianças, e complica as negociações para que os EUA mantenham consultores militares e forças especiais no país depois da retirada das suas tropas de combate, no final de 2014.
O incidente, em pleno ano eleitoral, também motivou críticas de pré-candidatos republicanos à política externa de Obama.
"Os Estados Unidos levam isso tão a sério quanto se fossem nossos próprios cidadãos e nossas próprias crianças que tivessem sido assassinadas", disse Obama a jornalistas na Casa Branca, acrescentando que transmitiu essa mensagem em telefonema ao presidente Afeganistão, Hamid Karzai.
"Estamos arrasados com a perda de vidas inocentes", disse o presidente dos EUA. "O assassinato de civis inocentes é ultrajante, é inaceitável, não é o que somos como país, e não representa os nossos militares", afirmou ele.
O Pentágono está realizando uma investigação, e Obama acrescentou: "Posso assegurar ao povo norte-americano, e ao povo afegão, que iremos seguir os fatos aonde quer que eles nos levem, e vamos assegurar que quem estiver envolvido será plenamente responsabilizado com toda a força da lei".
Contrariando o teor de uma reportagem do jornal The New York Times, que citava discussões no governo para acelerar a retirada das tropas norte-americanas, um porta-voz da Casa Branca, Tommy Vietor, disse que os EUA não estão avaliando opções além do plano já definido de retirar 33 mil soldados até meados de setembro.
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