O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, reafirmou, nesta quarta-feira, que o episódio em torno do julgamento do Mensalão do PT e da CPI do Cachoeira, que envolveu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de um lado, e o ministro Gilmar Mendes, do outro, não criou,”de jeito nenhum”, uma crise institucional.
“O Judiciário está imune a esses dissensos. Tenho dito reiteradamente que nós somos experimentados em enfrentamento de situações de toda ordem. Nós não perdemos o foco de que é nosso dever julgar todo e qualquer processo - inclusive esse chamado de mensalão - com objetividade, imparcialidade, serenidade, enfim atentos às provas dos autos”- acrescentou, ao responder a perguntas de repórteres, antes da sessão plenária do STF.
Mas o presidente do STF acha que a ação penal do Mensalão do PT deve ser julgada o mais breve possível, com a definição de uma data, a fim de que “a formatação do julgamento se faça de uma vez por todas e, naturalmente, adaptado às possibilidades do próprio relator do ponto de vista físico do ministro Joaquim Barbosa (relator)”.
No entanto, Ayres Britto voltou a esclarecer que a data só será fixada depois que o ministro-revisor do processo, Ricardo Lewandowski, considerar encerrado a sua missão regimental.
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