17 maio, 2012

CPMI se prepara para ouvir Cachoeira na próxima terça-feira

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira começa na semana que vem os depoimentos públicos dos envolvidos nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal. A terça-feira é dia do principal personagem, o contraventor Carlinhos Cachoeira. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), acredita que não haverá mais empecilhos, já que todos os advogados de acusados têm autorização para consultar os documentos de posse da CPI.


Depois de conseguir uma liminar para adiar o depoimento marcado para o último dia 15, há a possiblidade de Cachoeira não responder às perguntas dos parlamentares. O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), espera colaboração, mas diz que seu trabalho não depende do que Cachoeira disser.


"A expectativa é que ele contribua com as informações necessárias à investigação”, diz Odair Cunha. “Claro, se ele não falar nada, se ele usar o direito constitucional ao silêncio, nós temos outros instrumentos para usar para produzir uma investigação. Nós não temos só as oitivas como instrumento único de investigação", destaca.


Assessores de Cachoeira
Na quinta-feira a CPMI pretende ouvir alguns integrantes da organização de Cachoeira, entre eles Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia, acusado de ser o principal assessor do contraventor, e o contador Geovani da Silva, que está foragido há dois meses. Também estão convocados José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz e Lenine Araújo de Souza. Todos eles tiveram os sigilos telefônicos, fiscais e bancários quebrados pela CPMI, nesta quinta-feira.



Todas essas pessoas participam de conversas gravadas pela Polícia Federal que podem implicar políticos e autoridades públicas. Para o relator, começar o trabalho pela convocação dessas pessoas permite que a comissão se municie de informações. Por isso ele explicou que é contra a convocação imediata de governadores, como defende parte dos parlamentares.


"Nós não queremos convocar governador por convocar governador. Nós queremos trazê-los aqui com informações na mão”, analisa Odair Cunha. “Com essas informações nós teremos condições de fazer perguntas que sejam perguntas embasadas nas provas e nos envolvimentos dos governadores." O plano de trabalho de Odair Cunha prevê mais um dia com depoimentos de assessores de Cachoeira e, a seguir, audiências sobre o envolvimento de empresários e políticos com a organização do contraventor.

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