21 junho, 2012

Aliados de Lugo contam com Unasul e Mercosul para impedir impeachment

A delegação paraguaia presente na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, conta com o apoio da União das Nações Sul-americanas (Unasul) e do Mercosul para tentar neutralizar o início do processo de impeachment contra o presidente do país, Fernando Lugo, aprovado pela Câmara de Deputados, por 73  votos a 1.
A secretária do Ambiente do Paraguai, Sonia Servin, afirmou aoiG, na Rio+20, que "espera o apoio da Unasul e do Mercosul". "O presidente foi eleito democraticamente e não interessa uma ruptura constitucional. As próximas eleições são só em agosto de 2013. Esperamos ter o apoio da Unasul e do Mercosul", disse Sonia, que integra a comitiva do governo Lugo na Rio+20.
O chanceler da Venezuela convocou uma reunião extraordinária para a tarde desta quinta-feira, durante a Rio+20, para tratar emergencialmente da questão do Paraguai.
A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, deve ir ao encontro. No fim da manhã desta quinta-feira, antes do anúncio sobre a decisão da Câmara paraguaia, o presidente equatoriano, Rafael Correa, saiu do Riocentro avisando que voltaria imediatamente ao seu país. 
Segundo a secretária do Ambiente do Paraguai, o "Parlamento paraguaio está acostumado a agir de forma arbitrária". Ela também não soube precisar quando se definiria esse processo de impeachment. "Depende. Poderia acontecer a qualquer momento, não se sabe quando. A expectativa era de que essa discussão sobre o impeachment levaria algum tempo e já votaram hoje", disse Sonia Servin.
Segundo ela, camponeses estariam sendo manipulados e levados à capital para pressionar o governo, após a morte de 11 sem-terra e seis policiais em uma violenta reintegração de posse de terra. O Exército estaria atuando de modo a mantê-los fora de Assunção, afirmou a secretária.
Reunião de emergência
A Unasul se reunirá em caráter de urgência no Rio de Janeiro para analisar a situação de Lugo, disse nesta quinta-feira o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que está na capital carioca para participar da Rio+20.
"Nós na Unasul defendemos a democracia e essa posição é fixa e não negociável", afirmou o mandatário colombiano, ao anunciar o encontro emergencial.

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