Presidente diz a Juan Carlos que só emergentes não tiram mundo da crise
Brasília - Após encontro, em Brasília, com o rei da Espanha, Juan Carlos I, a presidente Dilma Rousseff disse ser preciso uma ação coordenada entre os países ricos, e não apenas entre os emergentes, para superar a crise global e retomar o crescimento.
Juan Carlos, porém, preferiu depositar esperança nas políticas recessivas do governo espanhol, que deixam mais de 50% dos jovens do país desempregados.
Em discurso antes do almoço com o rei, Dilma advertiu que a retomada do crescimento global não pode depender apenas dos países emergentes.
"Em um momento de crise, é fundamental insistir em uma ação coordenada e solidária entre todos os grandes atores da economia mundial, em especial uma ação coordenada e solidária entre os próprios países da Europa", afirmou.
"Será essa a mensagem que o Brasil levará à Cúpula do G20. A afirmação da importância do crescimento econômico e, simultaneamente, a tomada de medidas na área dos esforços macroeconômicos de estabilidade", acrescentou, segundo a Agência Brasil.
Diplomaticamente, disse ainda acreditar que os esforços para superar a crise européia serão "muito bem-sucedidos". O rei da Espanha classificou como profunda a crise econômica e financeira, que, segundo ele, "afeta e golpeia todos os países da União Européia".
E insistiu na defesa do aprofundamento das superadas medidas adotadas pelo direitista governo Mariano Rajoy, de cortes de gastos públicos. Embora atendam exigências do mercado financeiro, as medidas adotadas por Rajoy, ao derrubarem a receita do Estado, aumentam a pressão dos credores pelo pagamento de juros maiores para rolarem a dívida pública do país. Com isso, piora o já frágil quadro fiscal da Espanha.
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