16 agosto, 2012

POLÍTICA - Investimento em infraestrutura precisa de recursos garantidos, afirma Rose de Freitas




A presidente em exercício da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), elogiou ontem a iniciativa do governo de lançar o programa de investimentos em logística para rodovias e ferrovias. “O Brasil não vai se desenvolver só no discurso, só nos juros baixos, no combate à inflação. Para o País crescer realmente, sedimentar sua estrutura de desenvolvimento, é necessário falar em estradas, em hidrovias, em portos e aeroportos”, afirmou.

Rose de Freitas ressaltou, no entanto, que é importante haver garantias orçamentárias para que o programa seja executado. Para ela, a preocupação em relação à infraestrutura nunca havia sido prioridade no Brasil, e o Parlamento deve acompanhar essa tendência e votar um Orçamento compatível com os programas de investimentos do governo. “Por exemplo, no programa da hidrovia, não caminhamos mais porque não havia ainda Orçamento para isso”, explicou.

Repercussão - Outros parlamentares comentaram os investimentos anunciados pelo Executivo. Na avaliação do líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), o programa de logística representa um novo modelo de concessão federal. “O que se procura, na verdade, é um modelo que não onere tão fortemente o usuário. Agora, na medida em que está sendo bem atendido, ele não se importa em pagar. O que não pode é haver um serviço caro e ruim, como no sistema de telefonia - esse tipo de privatização é ruim”, disse Tatto.

O líder da Minoria, deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), ressaltou que o PSDB sempre defendeu parcerias com o setor privado, desde que bem fiscalizadas e com foco na qualidade do serviço.

“Em 2007, foram feitas licitações de 240 km para serem duplicados pelo governo do PT, com investimento previsto de quase R$ 1 bilhão, em valores atualizados. Seis anos depois, apenas 10% desse volume foram investidos. Dos oito grandes projetos, apenas três tiveram início e cinco nem saíram do papel. Esperamos que, desta vez, a coisa mude e a população usufrua desses investimentos em infraestrutura”, cobrou Thame.

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