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Foto: Reuters
Forças de segurança israelenses enfrentam manifestantes palestinos em Ramallah
À Associated Press, Adham Abu Salmia, funcionário do sistema de saúde em Gaza, disse que forças israelenses atiraram contra Mahmoud Zaqout, 21 anos, e deixaram gravemente ferido um outro homem que se aproximava da fronteira durante a manifestação. Eles participavam de um protesto que reuniu cerca de 15 mil manifestantes e foi organizado pelo Hamas.
Militares israelenses disseram terem usado gás lacrimogêneo e dado disparos de alerta antes de atirar contra Zaqout. Abu Salmia disse que outros 37 palestinos ficaram levemente feridos, enquanto forças israelenses disseram que foram cerca de 29.
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Em Jerusalém Oriental, há relatos de que as forças israelenses bateram em manifestantes e detiveram vários deles, incluindo o ex-ministro para Assuntos de Jerusalém da Associação Nacional Palestina (ANP), Hatem Abdul Qader.
Por causa do Dia da Terra, o governo de Israel deslocou soldados para as fronteiras com o Líbano, Síria e Jordânia e reforçou batalhões na Cisjordânia e na fronteira com a Faixa de Gaza. Neste ano, grupos palestinos convocaram a chamada "Marcha Global para Jerusalém".
De acordo com os organizadores, as manifestações contra a ocupação de terras palestinas e contra a "judaização" de Jerusalém, tanto na Cisjordânia e na Faixa de Gaza como nos países vizinhos. Israel advertiu os governos dos países vizinhos de que reagiria com força a qualquer tentativa de manifestantes de ultrapassar as fronteiras.
Foto: AP
Palestinos atiram pedras em tropas israelenses no posto de controle de Kalandia, entre Jerusalém e Ramalá
A data lembra os incidentes ocorridos em 30 de março de 1976, quando seis cidadãos árabes - israelenses foram mortos pela polícia durante um protesto contra o confisco maciço de terras pertencentes a aldeias na Galileia, segundo o plano do governo de Israel de "Judaização da Galileia".
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Desde então, a data, denominada Dia da Terra, foi adotada por palestinos, tanto nos territórios ocupados como na diáspora, e tornou-se uma das celebrações mais sensíveis do ano, na qual se realizam protestos que frequentemente resultam em confrontos com as autoridades israelenses.
Fronteira
Neste ano, além dos protestos nos territórios ocupados e dentro de Israel, foram anunciadas manifestações no Líbano, na Síria e na Jordânia. Depois do precedente de maio de 2011, quando refugiados palestinos residentes na Síria e no Líbano tentaram ultrapassar as fronteiras, as autoridades israelenses se preparam para uma eventual repetição da tentativa.
Naquela ocasião, manifestantes palestinos protestaram no dia 15 de maio - data da criação do Estado de Israel, a qual denominam Nakba, que significa catástrofe, em árabe. O Exército israelense abriu fogo contra os refugiados, que tentavam cruzar as fronteiras a pé, matando 13 pessoas.
Os organizadores da Marcha Global para Jerusalém (GMJ) anunciaram que seu objetivo é "acabar com a política sionista de apartheid, limpeza étnica e judaização, que prejudicam o povo, a terra e a santidade de Jerusalém". Segundo o anúncio, a iniciativa envolve "uma coalizão de palestinos, árabes e ativistas internacionais, unidos na luta para liberar a cidade santa de Jerusalém da ocupação sionista ilegal".
Com AP, Reuters e EFE
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