SÃO PAULO, 30 Mar (Reuters) - A Bovespa teve um excelente começo de ano, com seu principal índice subindo 13,67 por cento nos três primeiros meses, o melhor trimestre desde o terceiro quarto de 2010.
Para o segundo trimestre, as perspectivas seguem positivas, em meio à chance de um novo corte na taxa de juros pelo Banco Central, mas com o mercado atento à desaceleração da China.
Nesta sexta-feira, o Ibovespa teve queda de 0,56 por cento, a 64.510 pontos, na quarta queda consecutiva. O giro financeiro do pregão foi de 7,8 bilhões de reais.
Para Maurício Nakahodo, economista-sênior da CM Capital Markets, a alta do trimestre lastreou-se na redução na taxa Selic, que passou para 9,75 por cento no início do mês, e no forte fluxo de dinheiro estrangeiro em janeiro.
"Esse comportamento pode continuar, mas não no mesmo ritmo, dado que a queda de juros deve ser interrompida", disse ele, considerando que o Banco Central fará apenas mais um corte de 0,75 ponto percentual na Selic.
Para Luciana Pazos, chefe de gestão de fortunas da Mirae Securities, o movimento deveu-se à recuperação de preços, após a bolsa paulista ter tido um 2010 praticamente estável e um 2011 de forte queda, abrindo espaço para compras.
Para o próximo trimestre, ela também tem uma visão positiva. "O governo está atuando para estimular a economia e o processo da redução de juros beneficia a bolsa. Existe liquidez muito abundante e as taxas de juros estão muito baixas no mundo. Isso é um sinal atrativo para a bolsa."
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Por Roberta Vilas BoasSÃO PAULO, 30 Mar (Reuters) - A Bovespa teve um excelente começo de ano, com seu principal índice subindo 13,67 por cento nos três primeiros meses, o melhor trimestre desde o terceiro quarto de 2010.
Para o segundo trimestre, as perspectivas seguem positivas, em meio à chance de um novo corte na taxa de juros pelo Banco Central, mas com o mercado atento à desaceleração da China.
Nesta sexta-feira, o Ibovespa teve queda de 0,56 por cento, a 64.510 pontos, na quarta queda consecutiva. O giro financeiro do pregão foi de 7,8 bilhões de reais.
Para Maurício Nakahodo, economista-sênior da CM Capital Markets, a alta do trimestre lastreou-se na redução na taxa Selic, que passou para 9,75 por cento no início do mês, e no forte fluxo de dinheiro estrangeiro em janeiro.
"Esse comportamento pode continuar, mas não no mesmo ritmo, dado que a queda de juros deve ser interrompida", disse ele, considerando que o Banco Central fará apenas mais um corte de 0,75 ponto percentual na Selic.
Para Luciana Pazos, chefe de gestão de fortunas da Mirae Securities, o movimento deveu-se à recuperação de preços, após a bolsa paulista ter tido um 2010 praticamente estável e um 2011 de forte queda, abrindo espaço para compras.
Para o próximo trimestre, ela também tem uma visão positiva. "O governo está atuando para estimular a economia e o processo da redução de juros beneficia a bolsa. Existe liquidez muito abundante e as taxas de juros estão muito baixas no mundo. Isso é um sinal atrativo para a bolsa."
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