Ela inventou a história que Marcos havia deixado o apartamento para viver com amante
Fernando Gazzaneo, do R7
DivulgaçãoUm dia após esquartejar Marcos Matsunaga e desovar partes do corpo dele em uma estrada de Cotia, Elize se encontrou com familiares dele para tentar convencê-los de que o herdeiro da Yoki havia saído de casa por causa de uma amante. A informação foi confirmada pelo promotor José Carlos Cosenzo, na tarde desta terça-feira (19) e é um dos indícios de que o crime foi premeditado.
A denúncia apresentada nesta tarde à Justiça por Cosenzo descreve que, no dia 21 de maio, Elize foi até uma agência de detetives para pegar a gravação que flagrava Matsunaga e a amante juntos. Ela teria pagado cerca de R$ 7.000 pelo material e, em seguida, foi até a casa dos pais do milionário para contar a eles sobre a traição do marido.
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Para o promotor, a atitude da suspeita do homicídio “visava concretizar a parte final de seu plano, de que a vítima saíra de casa porque tinha outra mulher”. Ela chegou ainda a dizer que “Matsunaga havia levado dinheiro e que não voltaria mais para casa”. Enquanto a família procurava o empresário, Elize pegou um notebook do marido e enviou uma mensagem se fazendo passar por ele. O e-mail dizia que ele estava bem e que não poderia falar com a família naquele momento.
Moradores de Cotia apelidam via onde corpo de Matsunaga foi encontrado de “estrada do japonês”
A contratação de um detetive, a viagem ao Paraná para que o marido se sentisse livre para traí-la e todos os esforços para enganar polícia e a família sobre o paradeiro de Matsunaga são provas de que o crime foi pensado em detalhes, relatou o promotor.
— Houve um planejamento. Ela chegou cansada da viagem [do Paraná] e, depois de matar o marido, se dedicou a noite toda ao esquartejamento. Viajou no domingo o dia todo e ainda no dia seguinte se programou para buscar as imagens com os detetives e se encontrar com a família.
Outro indício que demonstra a premeditação do crime é o laudo da perícia sobre a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Marco. O exame mostrou que o crime foi disparado de cima para baixo, a cerca de 20 cm de distância da vítima. A constatação vai contra a tese da defesa, que alega que Elize reagiu após ser agregida pelo marido.
- [O tiro] foi à queima-roupa, sem chance de defesa para Marcos.
De acordo com o promotor, o resultado do exame de balística deu negativo para a pistola analisada pelo Instituto de Criminalística. Cosenzo explicou que, após cometer o crime, Elize também se preocupou em trocar o cano da arma para não ser descoberta.
— O cano verdadeiro, que pode ter sido até um silenciador, ainda não foi encontrado e é procurado.
As brigas entre o casal, relatou ainda Cosenzo, começaram antes mesmo da gravidez de Elize Matsunaga. Nos últimos seis meses, eles já dormiam em camas separadas. O principal motivo do crime, no entanto, não seria a traição do empresário e sim o dinheiro que ele tinha. Para Cosenzo ficou claro que ela não queria perder o casamento e o status social que adquiriu com ele.
— [O crime] tem claro ingrediente de natureza patrimonial. Com a morte do marido, ela teria direito a um seguro de R$ 600 mil e teria a filha como uma das herdeiras do patrimônio de Matsunaga. Ela ficaria com uma situação financeira invejável.
Preventiva
Também na tarde desta terça-feira, a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Elize Matsunaga. O juiz responsável pelo caso, Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri, acolheu a denúncia do Ministério Público. O pedido de detenção preventiva foi apresentado pelo promotor José Carlos Cosenzo.A denúncia apresentada nesta tarde à Justiça por Cosenzo descreve que, no dia 21 de maio, Elize foi até uma agência de detetives para pegar a gravação que flagrava Matsunaga e a amante juntos. Ela teria pagado cerca de R$ 7.000 pelo material e, em seguida, foi até a casa dos pais do milionário para contar a eles sobre a traição do marido.
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Para o promotor, a atitude da suspeita do homicídio “visava concretizar a parte final de seu plano, de que a vítima saíra de casa porque tinha outra mulher”. Ela chegou ainda a dizer que “Matsunaga havia levado dinheiro e que não voltaria mais para casa”. Enquanto a família procurava o empresário, Elize pegou um notebook do marido e enviou uma mensagem se fazendo passar por ele. O e-mail dizia que ele estava bem e que não poderia falar com a família naquele momento.
Moradores de Cotia apelidam via onde corpo de Matsunaga foi encontrado de “estrada do japonês”
A contratação de um detetive, a viagem ao Paraná para que o marido se sentisse livre para traí-la e todos os esforços para enganar polícia e a família sobre o paradeiro de Matsunaga são provas de que o crime foi pensado em detalhes, relatou o promotor.
— Houve um planejamento. Ela chegou cansada da viagem [do Paraná] e, depois de matar o marido, se dedicou a noite toda ao esquartejamento. Viajou no domingo o dia todo e ainda no dia seguinte se programou para buscar as imagens com os detetives e se encontrar com a família.
Outro indício que demonstra a premeditação do crime é o laudo da perícia sobre a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Marco. O exame mostrou que o crime foi disparado de cima para baixo, a cerca de 20 cm de distância da vítima. A constatação vai contra a tese da defesa, que alega que Elize reagiu após ser agregida pelo marido.
- [O tiro] foi à queima-roupa, sem chance de defesa para Marcos.
De acordo com o promotor, o resultado do exame de balística deu negativo para a pistola analisada pelo Instituto de Criminalística. Cosenzo explicou que, após cometer o crime, Elize também se preocupou em trocar o cano da arma para não ser descoberta.
— O cano verdadeiro, que pode ter sido até um silenciador, ainda não foi encontrado e é procurado.
As brigas entre o casal, relatou ainda Cosenzo, começaram antes mesmo da gravidez de Elize Matsunaga. Nos últimos seis meses, eles já dormiam em camas separadas. O principal motivo do crime, no entanto, não seria a traição do empresário e sim o dinheiro que ele tinha. Para Cosenzo ficou claro que ela não queria perder o casamento e o status social que adquiriu com ele.
— [O crime] tem claro ingrediente de natureza patrimonial. Com a morte do marido, ela teria direito a um seguro de R$ 600 mil e teria a filha como uma das herdeiras do patrimônio de Matsunaga. Ela ficaria com uma situação financeira invejável.
Preventiva
Paukoski acatou o argumento da promotoria de que era importante deixar Elize presa para garantir a "ordem pública", por haver testemunhas que estão intimamente ligadas à mulher do executivo da Yoki e por efetiva aplicação da ordem penal (a promotoria entendeu que Elize poderia fugir caso fosse libertada).
A mulher do executivo da Yoki foi detida em 5 de junho e teve a prisão temporária prorrogada por mais 15 dias após confessar o assassinato e o esquartejamento do marido. Na ocasião, ela disse que matou o marido após uma discussão em que ele teria batido nela.
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